sexta-feira, 1 de março de 2013

Em defesa da Amazônia

                   

Sou filha da Amazônia! Moro na Amazônia e sou grata a Deus por nossa biodiversidade.Como nativa  conheço de perto suas dores,seus amores,suas lágrimas,expectativas,seus encontros e desencontros.E me dói, dói muitooooo ver como estão sendo tratadas nossas florestas, nossos rios e principalmente nossos animais.Basta vê-los dentro de uma jaula,de uma gaiola ou algo parecido para compreender o que digo.
Como repórter, acompanhei varias vezes o trabalho da polícia aqui no Pará, na tentativa de coibir essa monstruosidade que se chama Contrabando de Animais, inclusive em lugares considerados insuspeitos de haver essa comercialização.Gente é muito triste, é repugnante dar de cara com filhotes indefesos de araras, papagaios, tartarugas, periquitos e de outras espécies passando fome, sentindo sede,calor, espremidos,amedrontados e amontoados em caixas, como se fossem "objetos" jogados uns sobre os outros. Recentemente nos correios aqui de Belém, entre os pacotes que estavam em uma mesa de triagem, um caiu,abriu e começou a se mexer.Para surpresa dos funcionários, uma cobra estava amarrada a um cano.
Em uma batida policial na casa de um fulano de tal que já não lembro o nome e nem faço questão de lembrar,foram encontrados encaixotados em um cubículo sujo,escuro e fedorento,cerca de 100 pássaros(muitos já haviam morrido), prontos para despacho sabe Deus pra onde.A maioria era constituída de filhotes,que não tinham nem forças para abrir o bico, beliscar e se defender das mãos que os seguravam separando vivos de mortos.A cena me deixou arrasada! Por um bom tempo fiquei com aquele resgate na cabeça e com aquela sensação de impotência, que todos conhecemos muito bem diante de uma injustiça.
Outra vez presenciei um sujeito preso em flagrante,conduzindo caixas envoltas em uma lona suja contendo vários filhotes de tartarugas, papagaios e uma preguiça.Eles eram tão pequenos que dava dó  vê-los. Ao ser indagado por que os colocou em condições desumanas,o cara simplesmente respondeu: "... são bichos". Que cretino! De acordo com a legislação brasileira, o artigo 32 da  lei federal 9.605/98 conhecida como Lei dos Crimes Ambientais, diz que praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime ambiental.Mas que ações são consideradas como maus tratos:
  • não dar água e comida diariamente;
  • manter preso em corrente;
  • manter em local sujo e pequeno demais para que o animal possa andar ou correr;
  • deixar sem ventilação ou luz solar e desprotegido do vento, sol e chuva;
  • negar assistência veterinária a animal doente ou ferido;
  • obrigar a trabalho excessivo ou superior à sua força;
  • abandonar;
  • ferir;
  • envenenar;
  • utilizar para rinha, farra-do-boi, etc,;
  • vivissecção;
  • caça;
  • tráfico de animais silvestres;
  • rodeios;
  • extermínio de raças e preconceitos contra animais (Pit Bulls);
  • comércio de peles.
O serzinho simpático da foto é um filhote de peixe boi. Encontrado em um dos rios da Amazônia, o pequeno órfão foi parar nas mãos abençoadas de pessoas comprometidas com a preservação ambiental, que o amamentaram (pois é, ele é mamífero e estava sendo amamentado pela mãe) e o protegeram dos predadores, evitando que tivesse o mesmo fim de sua mãe.Provavelmente, o nosso filhote em questão não  vai voltar ao seu habitat natural, mas só de pensar que ele está  protegido já é um alívio.Por ser muito dócil e indefeso o peixe boi se torna alvo fácil de pessoas maldosas, que acabam por matá-lo.
O nosso compromisso maior é preservar a vida do planeta.Moramos aqui e como tal, podemos nos unir e dar um basta na situação.É nosso dever proteger nossa fauna e flora buscando a lei,a justiça, chega de violência,chega de maldade,somos guardões do planeta.Não diga que não tem nada  a ver com isso, que o problema é do governo, que isso não tem mais jeito,que uma andorinha só não faz verão.... enfim,se pelo menos uma pessoa que acabou de ler meu texto se importar  e procurar fazer a  sua parte,já valeu ter chegado até aqui em defesa da Amazônia. 
Animal não é brinquedo. É um ser vivo digno de respeito e cuidado. Pense nisso!


Fonte de pesquisa:  http://meioambiente.culturamix.com/natureza/peixes-do-amazonas-e-risco-de-extincao
                              http://www.parquefranciscodeassis.com.br/site/?page_id=14

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

As 4 Leis da Espiritualidade ensinadas na Índia.




A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.

Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
...
A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.

Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

Além do lúdico

Além do lúdico, contar histórias  contribui para o desenvolvimento infantil e estimula o hábito da leitura.Perde-se no tempo a origem dos contos de fadas. 
Sabemos que os primeiros livros distribuídos sobre este   assunto foram escritos por Perrault e pelos Irmãos Grimm, no século XVII e XVIII, respectivamente. Porém, isto não quer dizer que foram criados nesta época, porque estes escritores apenas retrataram as histórias que lhes tinha sido relatadas por pessoas, que por sua vez as tinham ouvido de seus pais e avós, histórias que pertenciam a cultura e tradição dessas famílias. Isto porque, como as histórias de fadas tratam de sentimentos inerentes ao ser humano, aos sentimentos básicos, elas têm uma tendência a surgirem espontaneamente como uma forma de expressa-los.
É a magia, o encantamento que caracterizam primeiramente os contos de fadas, seres enfeitiçados, encantados, situações que podem ser solucionadas, ou complicadas, através do inesperado do irreal.
Outra característica é a independência com o tempo e com o espaço, as histórias podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar, simplesmente quando “ERA UMA VEZ...” as histórias são maniqueístas, ou seja, as pessoas têm qualidades extremas, não existe meio termo, elas são belas ou muito feias, se boas: de uma bondade extrema, se más: de uma qualidade sem limites.
Estas características dos contos de fadas vão ao encontro do fato do entendimento da criança se basear muito mais na emoção do que na razão, assim, as historias vão dar um contexto e significado para as emoções que elas não conseguem entender. Podemos exemplificar esta situação pela presença constante das madrastas nas histórias de fadas, isso se dá pelo sentimento de ambiguidade que as crianças tem ás vezes pelas mães. Como pode sua mãe meiga e carinhosa se tornar nervosa, tão brava e dando tantas broncas? É mais fácil entende - lá como madrasta má, que pode ser descartada facilmente, para dar lugar a mãezinha que ele tanto ama!Assim, os contos de fadas auxiliam a estabilidade emocional das crianças. Por meio deles, as crianças podem encontrar respostas para suas ansiedades, duvidas e antever um futuro promissor.
Uma prova disso é o fato dos contos de fadas acabarem sempre com um casal “FELIZ PARA SEMPRE”. Por quê? A criança vê seu pais felizes, e as histórias mostram que no futuro também lhe está reservado alguém com o qual ela viverá “feliz para sempre!”
Este tipo de conto propicia a compreensão de alguns fatos que a criança não consegue entender. Um exemplo é a história de chapeuzinho Vermelho: as crianças ouvem seus pais falarem do medo e tem medo também sem saber do que. O lobo funciona como um símbolo do perigo, de alguém com quem se precisa ter cuidado. Pronto! O medo tem cara, pelos dentes afiados: é um lobo! E o que acontece? Ele engole Chapeuzinho o que significa que os temores se concretizaram. Porem quando aparece o caçador, ele abre a barriga do lobo e de lá sai Chapeuzinho Vermelho intacta e feliz. 
Esta história mostra a criança, que o medo tem forma, atua, mesmo que os terríveis males aconteçam, as ciosas podem acabar bem, o que lhe dará esperança e, consequentemente segurança.
Por todas essas razões, é importante os adultos, pais, avós, professores contarem histórias para suas crianças, porque além de estarem transmitido valores e exemplos de conduta, estes momentos trazem uma cumplicidade, que aumentam os laços afetivos, a confiança e a camaradagem.
Ler histórias para as crianças é muito desejável, amplia seus horizontes, trás novas perspectivas de vida, instaura o habito de leitura, porém, contar histórias pode ser um ato mais forte que ler histórias, isto porque quando o contador narra as histórias com suas próprias palavras ele dá mais confiabilidade a elas, mostra mais comprometimento com seu conteúdo e isso potencializa os benefícios citados anteriormente.
E como tudo isso é mágico: a voz, com apenas entonações mais agudas ou graves, a variação do seu volume e da velocidade pode levar a criança á reinos mágicos construídos pela sua própria imaginação. E ainda, temos a nossa disposição, para aumentar a magia, desenhos, fantoches, bonecos, teatro de sombras e tantas outras técnicas.
É por tudo isso que as historias são mágicas e propiciam momentos de encantamento, porque existem crianças, mas também porque existem, e sempre existirão, homens e mulheres “crianças” que gostam de estrelas cintilantes, que se emocionam com coisas simples, que praticam o amor e acreditam em fadas...